Fala, pessoal. Tudo bem?

E aí, foco total?! Estamos na reta final para as provas ISS Criciúma e ISS Bauru...

Não marque bobeira! Estude o máximo de tempo possível nesses dias que antecedem a prova!

Sigamos com os drops de tópicos que julgo serem extremamente importantes para sua prova e que devem estar bastante “frescos” na sua memória.

Ainda de acordo com aquele levantamento inicial que fiz (tópicos recorrentes) e analisando as principais provas de fiscal dos últimos anos, trago uma questão sobre impairment test (nosso famoso teste de recuperabilidade).

Questão interessante e “redondinha” como é de costume se analisarmos as últimas provas de fiscal aplicadas pela FCC. Aquela antiga fama de “fundação copia e cola” já não faz tanto sentido!

Ressalto que, assim como fizemos no drops anterior, revisaremos pontos que eu acredito serem importantes para a sua prova!

DO MAIS, CONTEM COMIGO E ATÉ O PRÓXIMO DROPS! FIQUE LIGADO!

 

Vamos à questão...

FCC – SEFAZ/PE – 2015

A empresa “Patentes & Cia.” possuía, em 31/12/2014, um ativo intangível com vida útil indefinida, cujo valor contábil de R$ 420.000,00 apresentava a seguinte composição:

- Custo de aquisição: R$ 480.000,00.

- Perda por desvalorização reconhecida em 2013: R$ 60.000,00

Em 31/12/2014, antes de encerrar o exercício social do ano, a empresa realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo (impairment) e obteve as seguintes informações:

- Valor em uso: R$ 370.000,00.

- Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 400.000,00.

Com base nestas informações, o valor contábil apresentado no Balanço Patrimonial da empresa Patentes & Cia., em 31/12/2014, foi, em reais,

  1. a) 420.000,00.
  2. b) 400.000,00.
  3. c) 370.000,00.
  4. d) 480.000,00.
  5. e) 390.000,00.

 

Vamos analisar a questão... Mas antes, teoria!

IMPAIRMENT TEST: é a avaliação periódica feita por uma entidade com fins de contabilizar em suas demonstrações contábeis o valor de seu ativo. Será considerado como o valor ideal a ser contabilizado aquele que melhor reflete os benefícios futuros que serão produzidos por esse ativo.

 

Exemplo: uma empresa manufatureira decide vender um bem seu que até então era utilizado em sua produção de mercadorias. Imaginemos que esse bem (ativo imobilizado - um ativo não circulante) tenha um valor contábil líquido (valor registrado líquido de depreciações e provisões) de R$ 120.000,00, seu valor de mercado é de R$100.000,00 e seu valor em uso é de R$90.000,00... É exatamente nesse ponto que paira a dúvida: qual dos valores apresentados deve ser considerado para fins de contabilização?

 

Vejamos o que o CPC 01, que trata do tema, define em linhas gerais:

  • Para solucionar tal situação, inicialmente faz-se necessária a definição de qual é o valor recuperável do ativo. Assim, devemos verificar qual é o maior valor entre o seu valor líquido de venda e o seu valor em uso.
  • Posteriormente, devemos encontrar qual o valor contábil líquido do bem (líquido de depreciações e provisões para perdas).
  • Com esses três valores em mãos, analisa-se: o valor recuperável é menor do que o valor contábil líquido?
  • Se sim, reconhece-se o valor do ativo como sendo o recuperável.
  • Se não, não há nenhuma mudança no lançamento do valor no balanço.

 

 

Ou seja, o valor contábil a ser escriturado pela empresa será:

VALOR RECUPERÁVEL x VALOR CONTÁBIL LÍQUIDO

VALOR RECUPERÁVEL: MAIOR ENTRE O VALOR LÍQUIDO DE VENDA E O EM USO

VALOR CONTÁBIL LÍQUIDO: VALOR DO ATIVO – DEPRECIAÇÃO – PROVISÕES

 

 

Retornemos à questão...

1) Vejamos qual é o valor recuperável...

VALOR LÍQUIDO DE VENDA: R$400.000,00

VALOR EM USO: 370.000,00

VALOR RECUPERÁVEL: maior entre o líquido de vendas e em uso (então, R$400.000,00)

 

2) Vejamos qual é o valor contábil líquido...

VALOR CONTÁBIL LÍQUIDO: valor do ativo – amortização – provisões para perdas

A própria questão já fala que é R$420.000,00

 

3) Enfim, qual o valor a ser contabilizado?

VALOR RECUPERÁVEL: R$400.000,00

VALOR CONTÁBIL LÍQUIDO: R$420.000,00

O recuperável é menor do que o valor contábil líquido? Sim! Então a empresa reconhecerá em seu balanço o valor de R$400.000,00 para esse ativo e uma perda por desvalorização de R$20.000 (que é a diferença entre o valor contábil líquido e o recuperável – 420 x 400).

Gabarito: B.

 

Por hoje é só...

Até mais e bons estudos!

Prof. Cassiano

 

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