Criados pelo governo federal, Sisu, Prouni e Fies formam o tripé de acesso ao ensino superior para quem realiza o Enem. Cada programa tem regras próprias, atende perfis diferentes de estudantes e amplia as chances de ingresso tanto em universidades públicas quanto instituições privadas, inclusive em cursos altamente disputados.
A seguir, veja como funciona cada modalidade e descubra qual delas faz mais sentido para o seu perfil acadêmico e financeiro.
Prouni: bolsas de estudo em faculdades particulares
O Programa Universidade para Todos (Prouni) concede bolsas integrais (100%) ou parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior. É uma alternativa importante para estudantes que desejam cursar uma graduação, mas não têm condições de arcar integralmente com as mensalidades.
Para participar, o candidato deve ter cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsista em escola particular. Também é necessário ter feito o Enem em pelo menos uma das duas últimas edições (2024 ou 2025), alcançar média mínima de 450 pontos e não zerar a redação.
As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Já para as bolsas parciais, o limite de renda é de até 3 salários mínimos.
Fies: financiamento para cursar o ensino superior
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permite o ingresso em faculdades privadas por meio de financiamento a juros reduzidos, facilitando o pagamento das mensalidades ao longo do curso.
Para concorrer, o estudante precisa ter participado de qualquer edição do Enem a partir de 2010, obter nota mínima de 450 pontos, não zerar a redação e comprovar renda familiar de até 3 salários mínimos.
Metade das vagas é reservada ao Fies Social, voltado a estudantes inscritos no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo. Nesses casos, o financiamento pode cobrir até 100% do valor do curso.
Sisu: ingresso direto em faculdades públicas
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é a única opção entre os três programas que oferece vagas exclusivamente em instituições públicas, como universidades e institutos federais.
O processo seletivo acontece uma vez por ano, mas o resultado vale para todo o ano letivo. A classificação é feita com base na nota do Enem, e o candidato pode utilizar a melhor média entre as três últimas edições (2023, 2024 ou 2025).
Durante o período de inscrições, é possível escolher até duas opções de curso, acompanhando diariamente a nota de corte. Essa dinâmica permite ajustes estratégicos conforme a posição do candidato na disputa, considerando tanto a ampla concorrência quanto as cotas.
Quem não for aprovado na chamada regular ainda pode manifestar interesse na lista de espera, concorrendo a vagas que possam surgir ao longo do ano.